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sábado , junho 25 2022
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Depois de milhares tomarem as ruas por direitos, novos rumos para política e economia sem golpe e com avanços, servidores preparam jornada de lutas

O Dia Nacional de Luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora, da Petrobras, por reforma política e pelo Brasil levou milhares de trabalhadores às ruas nessa sexta-feira em todo o Brasil. Em algumas cidades a atividade ainda não terminou como é o caso de Brasília onde centenas de trabalhadores lotam a rodoviária do Plano Piloto. Nem a chuva que caiu em diversas cidades afastou as mobilizações. A reação da classe trabalhadora é fundamental para cobrar do governo a correção dos rumos na economia sem sacrifício aos que impulsionam o crescimento do País. A cobrança por uma reforma política com participação popular também impulsionou as marchas dessa sexta. Sem deixar a luta esmorecer e reforçando o anseio demonstrado pela maioria da população que cobra maior responsabilidade do Estado na administração do dinheiro público, servidores federais de todo o Brasil se preparam para uma jornada de lutas nos dias 7, 8 e 9 de abril. Reunida no fórum de entidades nacionais com representação legítima de mais de 1,5 milhão de servidores civis do Executivo, Legislativo e Judiciário, a Condsef, com todas as suas filiadas, soma forças a essa jornada.

Foram apontadas também atividades para março com jornada de luta nos estados. A expectativa é de que o Ministério do Planejamento ouça os representantes legítimos da categoria e abram um processo efetivo de diálogo que busque atendimento para os eixos mais ugentes que já foram apresentados formalmente ao governo. As entidades seguem buscando a antecipação de uma audiência com o ministro Nelson Barbosa que está prevista para o dia 20 de março. O quanto antes o diálogo com os servidores for instalado melhor para a busca de soluções para as demandas centrais do setor. A pauta unificada da categoria protocolada no Planejamento foi resultado de consensos alcançados em um seminário nacional e uma reunião ampliada que contou com a participação de mais de 400 representantes eleitos legitimamente para representar o conjunto dos federais.

Um dos eixos principais da campanha dos federais envolve a luta por uma política salarial permanente com correção das distorções e reposição de perdas inflacionárias. Seguindo levantamentos e estudos técnicos, incluindo um feito pela subseção do Dieese na Condsef, o fórum dos federais irá buscar junto ao governo um índice linear de reajuste de 27,3%. Esse percentual tem como ponto de partida o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de agosto de 2010 a julho de 2016 que gira em torno de 44%, já descontados os 15,8% concedidos pelo governo em três parcelas (2013, 2014, 2015).

Para estabelecer o índice solicitado, os servidores levaram em conta que entre 2010 e 2012 o governo da presidente Dilma Rousseff não concedeu reajustes. Somente em agosto de 2012, após uma forte greve geral, foi conquistado o reajuste de 15,8%, considerados e descontados no cálculo. A partir daí foram incluídos percentuais levantados por estudos que consideraram a previsão de inflação para este ano (6,6%) e para o 1º semestre de 2016 (2,8%), acrescidos de um pedido de ganho real de 2%. O índice linear de 27,3% não exclui a luta pelas demandas que buscam a correção de distorções e, inclusive, fazem parte de termos de acordo já firmados com o governo como é o caso do termo de acordo nº 11 (veja aqui) que prevê debate sobre a equiparação de tabela salarial no Executivo que tem por base a Lei 12.277/10 que criou tabela específica para apenas cinco cargos de nível superior.

Benefícios entre prioridades – Entre os destaques da campanha salarial 2015 segue ainda a luta pela isonomia dos benefícios concedidos aos servidores dos Três Poderes que incluem auxílio-alimentação, creche, plano de saúde e outros. Data base em 1º de maio; paridade entre ativos, aposentados e pensionistas; retirada de projetos que atacam direitos e aprovação imediata de propostas de interesse dos servidores no Congresso Nacional completam os eixos centrais da campanha.

A campanha unificada envolve muitos outros eixos de luta que vão ser defendidos ao longo do ano como a melhoria dos serviços públicos com realização de concurso público para reposição da força de trabalho no setor; a aprovação da PEC 555 que extingue cobrança previdenciária dos aposentados; revogação das MP´s 664 e 665 e outras que retiram direitos dos trabalhadores; transposição dos anistiados para o Regime Jurídico Único; campanha pela liberdade de organização sindical nos locais de trabalho; política adequada de saúde do servidor e combate ao assédio moral e às opressões; readmissão dos temporários demitidos na greve do IBGE; regulação da jornada de trabalho de 30 horas no serviço público sem redução salarial, para citar alguns. Continua permanente e em destaque a luta pela regulamentação da negociação coletiva no setor público.

O fórum dos federais deve ainda realizar um seminário nacional sobre precarização, terceirização e privatização no setor público com data a ser definida. Num contexto de disposição para o diálogo somado a incertezas no campo econômico, a Condsef reforça que é preciso conduzir o ano com muita mobilização e seguir atentos para que as palavras ditas, inclusive pela presidente Dilma, conduzam efetivas mudanças e melhorias que todos os trabalhadores exigem e anseiam há tempos.