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sexta-feira , dezembro 2 2022
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Por unanimidade, maioria dos servidores do Executivo aponta greve para 22 de julho

Quase 200 representantes da base da Condsef de 21 estados (AP, AM, BA, CE, ES, GO, MA, MG, MS, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RO, RS, SC, SE, SP) e o Distrito Federal participaram de plenária nacional neste sábado, 4, em Brasília. Por unanimidade, a maioria dos servidores do Executivo Federal, que compõe a base da Confederação, rejeitou a proposta apresentada pelo governo (21,3% em 4 anos) e apontou um indicativo de greve para o dia 22 deste mês. A partir de hoje, 6, assembleias por local de trabalho vão acontecer em todo o Brasil para avaliar o desenrolar dos diálogos com o governo. Uma nova plenária nacional está confirmada para o dia 18 de julho quando a categoria deve referendar o indicativo de greve a partir do cenário do processo de negociações. Nesta terça, 7, entidades filiadas a Condsef participam de mais um dia nacional de lutas e mobilização enquanto aguardam resultado de reunião com a Secretaria de Relações do Trabalho (SRT) do Ministério do Planejamento, que está prevista para as 14 horas.

No calendário de atividades aprovado na plenária também está confirmada uma reunião do Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) da Condsef no dia 17 de julho. Uma grande marcha à Brasília com atividades também nos estados acontece no dia 22, mesmo dia do indicativo de greve apontado pela maioria dos servidores federais. Os servidores esperam que a próxima reunião com a SRT venha acompanhada de avanços. Além de insegura, os servidores avaliam que a proposta de reajuste em quatro anos feita pelo governo é incompleta. Sem ficar claro onde esses percentuais incidiriam (VB, gratificações ou remuneração total), muitas demandas da pauta dos federais, apresentada ao Planejamento em fevereiro, não tiveram retorno do governo que atrelou a apresentação de outras propostas à aceitação da categoria a esse percentual de 21,3% em 4 anos. A categoria não concorda em ficar refém de uma proposta considerada rebaixada para só então ter a possibilidade de avançar em outras pautas também consideradas urgentes.

Na avaliação feita pela categoria, a justificativa do governo de que o país atravessa uma conjuntura de restrição fiscal é rejeitada, reforçando o manifesto da última plenária da Condsef, realizada no dia 30 de maio, quando os servidores reforçaram o coro contra a política de ajuste fiscal do governo. Para a categoria, ao contrário do que dizem representantes do governo, grande parte da imprensa, banqueiros e patrões, o Brasil não necessita de ajuste. O que as finanças públicas precisam é de controle dos capitais que hoje entram e saem do Brasil quando e como querem, lucrando fortunas com a especulação.