SINDSEF - Sindicato dos Servidores Federais do Estado de Rondônia Greve: Servidores do Incra-RO realizam enterro simbólico do Governo Dilma – SINDSEF – Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia
segunda-feira , agosto 15 2022
Home / Notícias / Destaque / Greve: Servidores do Incra-RO realizam enterro simbólico do Governo Dilma

Greve: Servidores do Incra-RO realizam enterro simbólico do Governo Dilma

Assembleia geral dos servidores fazem avaliação de suspensão da paralisação no Estado

 

Os servidores do Instituto de Colonização e Reforma Agrária em Rondônia (Incra-RO) realizou na manhã desta quarta-feira 12.08 o enterro simbólico da Presidenta Dilma Roussef e do  Ministério do Desenvolvimento Agrário, durante ato de protesto na Superintendência do órgão, em Porto Velho.

Durante o ato público, os servidores resolveram radicalizar e fecharam as portas do órgão que ficará fechado pelo movimento grevista até o dia 21 de agosto, data limite de o Governo Federal atender às reivindicações da categoria e incluí-las no Orçamento de 2016.

Além de serem contra a reposição salarial linear de 21,3% proposta pelo Governo Federal, os servidores do Instituto de Reforma Agrária reclamam do corte orçamentário no órgão e ainda do recente veto ao Projeto de Lei (PL) 05/2014, que trata do Plano de Carreira da categoria.

GREVE

O Sindsef – Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia (Sindsef) realiza uma assembleia geral na manhã desta quinta-feira 13.08 para avaliar sobre a suspensão ou não da greve no Estado. O assessor jurídico do Sindsef-Ro, Paulo Vieira, está convocando também os professores do ex-território ativos e inativos para participar da assembleia geral que também fará informes sobre o Plano Bresser e a Gead.

Sobre a greve, Paulo disse que as negociações em Brasília não são nada satisfatórias e afirma que o Governo Federal não está querendo avançar no diálogo. Segundo Paulo Vieira, as propostas do Governo Federal chegam a ser ilusórias, isso porque projetam questões econômicas futurísticas “para advinho ver”.

“Em termos práticos, o Governo quer que o servidor esqueça as perdas inflacionárias do passado, se comprometendo a pagar apenas as perdas dos próximos anos, estabelecendo índices anuais que não existem ou que podem não se cumprir. A proposta chega até ser imoral porque iremos receber somente a última parcela do aumento no próximo Governo”, comentou Paulo Vieira.

Ao finalizar, Paulo disse que a greve deste ano não teve a adesão esperada. Os grandes estados não aderiram ao  movimento. Ele minimizou a questão dizendo que o servidor, historicamente, nunca foi de participar maciçamente de greve e argumenta que o saldo de uma greve, como a que aconteceu em 2012, sempre deixa  marcas profundas nos servidores, que enfrentam durante meses e até anos, algumas situações administrativas ou jurídicas  por causa da paralisação.