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terça-feira , dezembro 6 2022
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Servidores federais de Rondônia aderem paralisação contra reforma da Previdência

Mais uma vez, servidores federais de Rondônia atenderam ao chamado do Sindsef (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia) e aderiram ao dia nacional de Greve Geral contra a reforma da Previdência, que levou manifestantes às ruas em passeatas nos municípios de Porto Velho, Ariquemes, Jaru, Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura, Guajará Mirim e Costa Marques.

Em Porto Velho, a concentração ocorreu em frente à Eletrobras, onde várias entidades sindicais como Sindsef, bancários, Sintero, urbanitários e trabalhadores da agricultura familiar se uniram e seguirão em passeata pelas principais avenidas do centro.

Em outros municípios também houve passeata e concentração em frente do Sindicato. Além disso, em Jaru, manifestantes protestaram em frente à residência de um deputado federal. Em Cacoal, os manifestantes ser reuniram em frente a Sede Do INSS. Em Ji-Paraná, o ato encerrou com carreata pelas ruas da cidade.

Para o presidente do Sindsef, Abson Praxedes, a Greve Geral é um recado de insatisfação dos servidores ao Governo Federal e aos parlamentares.

 

“O Governo tenta retomar a reforma da previdência baseada nas mentiras, insistindo que há um grande rombo na previdência e alegando que os servidores são privilegiados. O Sindsef está fazendo sua parte, fazendo mobilização na capital e nos municípios onde residem os parlamentares. Esperamos que eles tenham bom senso e enterrem de vez essa medida da reforma da Previdência”, afirmou o presidente.

Praxedes destacou que apesar do adiamento da reforma em função da intervenção no Rio de Janeiro, o presidente Michel Temer foi muito claro sobre a votação da reforma. Assim que contabilizar votos suficientes para a aprovação, suspenderá a intervenção para votar a emenda. “Então não temos que baixar a guarda. Razão pela qual todo movimento sindical no país está mobilizando e fazendo esse enfrentamento hoje para dizer ao Governo e para os deputados federais que não aceitamos essa imposição aos trabalhadores”, afirmou.

O vice-presidente do Sindsef, Mário Jorge de Oliveira, convocou os servidores e sociedade a fortalecer nas redes sociais uma campanha pressionando os parlamentares que estão indecisos ou que já confirmaram que votarão a favor da reforma.

“Não podemos aceitar que um governo ilegítimo produza reforma que não passaram por uma discussão de base junto com os trabalhadores e com os seguimentos representativos da sociedade. por isso vamos resistir até as últimas consequências contra essas medidas que são nocivas aos trabalhadores do serviço público”.

Paulo Vieira, secretário de Imprensa do Sindsef, conclamou os filiados a não desmobilizar com a suspensão da votação.

“O Governo pode na calada da noite convocar os deputados e fazer a votação da reforma. Por isso, é necessário que todos os servidores e a comunidade em geral fiquem atentos para que não haja um golpe de novo”.

“Essa reforma prejudica muito a sociedade, principalmente os mais jovens que não conseguirão se aposentar se continuar dessa forma. Por isso, é importante a participação da sociedade nas mobilizações para mostrar o descontentamento”, disse Flávia Hirome Takahashi, diretora de Finanças do Sindsef.

Emerson Luiz Nunes, secretário de Meio Ambiente do Sindsef, contradiz a justificativa do Governo sobre o déficit da Previdência. “Com a desvinculação das receitas da União, o Brasil repassa boa parte do orçamento público para pagar juros e amortização da divida pública. Isso é um acinte a população brasileira que depende do serviço público”.

 “Esse é o ponta pé inicio contra essa reforma da Previdência e contra todos os desmandos desse governo golpista que está querendo acabar com os diretos dos trabalhadores brasileiros”, disse Eliete Azevedo, secretária de Aposentados e Pensionistas do Sindsef

Joana Darc Lima enfatiza a falta de clareza no projeto que pode ser levado a votação na Câmara. “Desse reforma da Previdência, os servidores não sabem o que tem nesse pacote da reforma. O único ponto que sabemos é a idade, que a mulheres aposentarão aos 62 anos e os homens 65 anos, o resto é uma incógnita”, disse.

Fotos de Porto Velho: Dizeldo Souza/Ronda Policial