segunda-feira , agosto 20 2018
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Sindsef aguarda decisão contra aumento da Geap

O Sindsef/RO (Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia) aguarda decisão na Justiça da ação contra aumento abusivo de 19,94% da Geap – operadora de planos de saúde de servidores públicos federais e vê com como sinais positivos, a decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que acatou o pedido do Sindicato dos Trabalhadores de Combate às Endemias e Saúde Preventiva (Sint-saúde-RJ), suspendendo o reajuste para os funcionários filiados daquela associação.

Paralelo a ação do Sindsef/RO que já acionou a justiça para que a limitar também seja estendida para os demais usuário da Geap em Rondônia, a Condsef/Fenadsef também vai ingressar com ação judicial contraria aos reajustes da operadora  e propor uma auditoria nas contas da Geap e nos demais planos de autogestão. A confederação anunciou que pretende promover debates urgente sobre alternativas e soluções para os planos de autogestão.

Exclusão no RJ

A decisão da juíza, Flavia Gonçalves Moraes Alves, da 14ª Vara Cívil do Rio de Janeiro, deu prazo de 10 dias para que a Geap suspenda o reajuste e marcou uma audiência de conciliação para o dia 6 de abril, às 15h20.

Segundo representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), os conveniados da Geap foram avisados do aumento – acima dos 13,55% autorizados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) e sete vezes superior ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que encerrou 2017 em 2,95% – em 5 de janeiro.

A CNTSS informou que, com a decisão, quem teve o desconto feito no contracheque com o aumento, poderá receber em dobro o que pagou em excesso. O presidente da CNTSS, Alex Oliveira Cezar, teme que o reajuste elevado promovido pela operadora provoque a exclusão de centenas de participantes idosos. A Geap Autogestão em Saúde informou apenas que segue, rigorosamente, a legislação. O reajuste de 19,94%, garantiu, é o menor dos últimos anos.

Suas decisões são com base em uma série de fatores, entre eles projeção de despesa e receita para o ano de 2018, aumento do rol de procedimentos a serem cobertos e inflação médica, bem superiores ao IPCA. “Por ser uma autogestão sem fins lucrativos, a Geap reverte os recursos arrecadados na assistência a seus beneficiários. As despesas são rateadas, solidariamente, de forma a deixar mais justas as diferenças de contribuições entre as faixas etárias”, destacou. Ressaltou, ainda, que seus planos continuam a melhor opção de custo-benefício para servidores e familiares.

Do Sindsef/Ro com informações do Correio Brasiliense 

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